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Aug 16, 2022

Dennis Potgieter

As 4 Principais Fraudes Cometidas Contra As Seguradoras E Como Evitá-las
As 4 Principais Fraudes Cometidas Contra As Seguradoras E Como Evitá-las
As 4 Principais Fraudes Cometidas Contra As Seguradoras E Como Evitá-las

Medir quantitativamente a fraude cometida em seguros sempre foi uma meta muito difí­cil de ser atingida. Tentar entender seus números exige uma tarefa contí­nua. Prevê-se geralmente que a fraude, em média, pode chegar a 20% do custo dos sinistros de uma seguradora. Para entender melhor o que isso representa, vamos nos aprofundar nos exemplos traduzidos da vida real, retratando aqui, as quatro principais fraudes cometidas contra as seguradoras e como você pode evitá-las.

O que motiva os fraudadores a cometer tais fraudes?

Muitos indiví­duos que cometem fraudes o fazem por desespero porque se viram em grandes dificuldades financeiras. Mas esse não é o único motivo para cometer fraudes contra as seguradoras, outros incluem ganância, ví­cio e um senso de direito. Organizações criminosas e seus membros não se importam em gastar até 3 meses o valor de seus prêmios pressupondo uma margem de ganho muito superior.

  • Algumas pessoas são reticentes em contratar um seguro, apesar de saberem o quanto ele é fundamental. E quando o contratam, acham que têm o direito de obter alguma vantagem econí´mica, comunicando próximo í  data de vencimento de suas apólices, falsos ou fraudulentos sinistros.

  • Muitas vezes, o fraudador se encontra acumulado de dí­vidas vencidas que estío sendo cobradas, e a única saí­da que ele vislumbra para quitá-las é forjar a ocorrência de um falso sinistro.

  • Outros indiví­duos não conseguem obter empréstimos bancários ou financiamentos, entío tentam obter dinheiro rápido simulando a ocorrência de um sinistro.

Como os grupos do crime organizado cometem fraudes em seguros de automóveis?

O crime organizado é uma categoria de agrupamentos transnacionais, nacionais ou locais de empresas altamente centralizadas dirigidas por criminosos que pretendem se envolver em atividades ilegais, mais comumente por dinheiro e lucro.

Algum tempo atrás, era usual o crime organizado comprar veí­culos já danificados para forjar um acidente, roubo ou sequestro. Geralmente, tal delito era cometido no iní­cio de vigência de uma apólice para prejudicar a sua detecçío.

Inicialmente, eram os próprios criminosos os segurados. Posteriormente, eles perceberam que poderiam fazer uso de indiví­duos que se encontravam em dificuldades financeiras, puxando-os para esse cí­rculo vicioso.

Adicionalmente, os criminosos passaram a buscar novas formas de fraudar, tais como: usurpar a identidade de pessoas e contratar seguro em seus nomes; obter os dados de carros em concessionárias, sem registro ainda; e ainda surrupiar os dados de carros não segurados, mas que estiverem envolvidos em algum acidente.

Outra situaçío a se destacar aqui é quando um segurado comunica í  seguradora a ocorrência de um sinistro bem nos primórdios de vigência de sua apólice para tentar prejudicar a detecçío na incongruência de dados, ou seja, entre o dono real do veí­culo e o segurado. Daí­, quando a seguradora percebe algo de errado, o fraudador já deu cabo do veí­culo. Em ações delitosas como esta, os criminosos também se utilizam de empresas fantasmas, como por exemplo, de guinchos e reboques para pagar as taxas de liberaçío e dificultar a localizaçío do carro.

Outrossim, veí­culos podem ser abandonados pelos seus proprietários e deixados em locais que facilitam a obtençío de seus dados pelos fraudadores e utilizados, a posteriori, de forma ilí­cita.

A análise e os gatilhos em tempo real contribuem na minimizaçío dos riscos e evita maiores perdas financeiras í s seguradoras.

Por que é importante ter os números de série dos relógios de última geraçío compartilhados internacionalmente?

Enquanto muitas pessoas, atualmente, têm medo de comprar ou usar relógios caros, pois os números de furtos e roubos são altos, outros ainda se presenteiam com tais relógios, tomando a cautela de segurá-los.

Os roubos í  mío armada de relógios de última geraçío são executados com grande precisío. Na maioria dos casos, o modus operandi é semelhante. Na África do Sul, por exemplo, os criminosos especializados nesse tipo de delito são conhecidos como Gangues do Rolex. A ví­tima é seguida em áreas comuns, como mercearias, shopping centers, postos de gasolina e restaurantes. Os observadores ficam atentos aos clientes que usam esses relógios sofisticados. O segurado, é entío seguido e, ao chegar ao seu destino, é emboscado e seu relógio roubado.

O alvo, portanto, é sempre o relógio; esses ladrões armados quase nunca pegam qualquer outro item, a menos que a oportunidade se apresente. Ademais, muitos deles são descarados, pois nem se importam em ocultar seus rostos perante as câmeras de segurança.

Quando ocorre tal incidente, o segurado normalmente comunica o assalto í  mío armada í  polí­cia. A polí­cia, por sua vez, em diversos paí­ses, faz circular a informaçío sobre o relógio roubado, registrando em seu banco de dados, o seu número de série. Um desses incidentes ocorreu em abril de 2.019. Após detalhada investigaçío, o investigador, em outubro de 2.019, localizou o relógio roubado que possuí­a número de série em uma casa de leilões na China, impedindo, assim, que ele fosse vendido. Na época da perda, o valor daquele relógio estava em torno de US$ 36.000.

Adquirir e compilar dados como número de série, é tarefa essencial para se identificar casos delitosos como os aqui apresentados. Além disso, há fraudadores que seguram relógios falsos e encenam perdas. Essas perdas parecem até legí­timas e, em vez de investigá-las, as seguradoras acabam pagando por elas. Para tanto, os criminosos costumam utilizar imagens de relógios obtidas pela internet. A habilitaçío, portanto, de ferramentas de digitalizaçío de imagens, contribui para uma rápida detecçío de fraudes.

Como a tecnologia pode auxiliar na recuperaçío de um veí­culo roubado?

O roubo de carro acontece com mais frequência do que gostarí­amos. Em muitos casos, a seguradora tentará recuperar o veí­culo, mas acabará indenizando o segurado porque o seu rastreador estava desativado. Mas não precisa ser assim. Conheça o caso a seguir.

O Sr. Z relatou comunicou í  seguradora o furto de seu veí­culo. Segundo o seu relato, na noite anterior, estacionou-o na garagem com portío eletrí´nico de sua residência localizada na área de Bluff, KwaZulu-Natal, África do Sul. E que na manhí seguinte, sua esposa ao acordar, notou que o portío da garagem estava aberto. Mas, a falta do carro só veio a ocorrer quando ele já se encontrava de saí­da para o trabalho. A polí­cia e a empresa de rastreamento também foram acionadas.

Não foi encontrado nenhum dano no portío eletrônico, nem tampouco, no motor do portío. Mas, algo impensável ainda veio a acontecer! A empresa de rastreamento já estando acionada, informou ao Sr. Z que ela havia conseguido recuperar o rastreador, mas o seu veí­culo ainda permanecia desaparecido.

Desta feita, todas as esperanças de recuperaçío daquele bem já se encontravam, portanto, praticamente findadas. O caminho a seguir seria a seguradora indenizar aquele cliente pelo sinistro ocorrido. Porém, o investigador, responsável pelo caso, solicitou um novo rastreamento, tendo em mente que o modelo do carro roubado poderia estar com um sistema de iDrive ativo.

Rapidamente o investigador recebeu boas notí­cias! O carro havia sido localizado numa determinada área da África do Sul. Com a ajuda da polí­cia, o veí­culo foi recuperado, três suspeitos foram presos e outros bens foram encontrados. O caso em tela, ainda teve um desdobramento ainda maior. Apareceu a suspeita de que os envolvidos haviam utilizado a chave reserva do carro na data do crime. Isso levou a seguradora também a suspeitar de seu cliente.

Através da coletânea e combinaçío de diversos dados, a seguradora pí´de verificar que os suspeitos já haviam participado de outras fraudes em seguros e que eram membros de uma organizaçío criminosa. Infere-se que soluções e sistemas de detecçío de fraudes devem ser capazes de conectar todos os pontos relevantes para você.

Fornecer documentos alterados não fará com que seu sinistro seja pago

A apresentaçío de documentos adulterados para comprovar a ocorrência de um sinistro é muito comum de ocorrer. Veja o caso a seguir.

Um segurado comunica o furto de seu laptop í  seguradora após 30 dias. Isso é identificado na soluçío de detecçío de fraude e os investigadores são acionados para analisar o caso.

O segurado entío passa por diversas entrevistas e incongruências vío surgindo no decorrer da investigaçío. Por exemplo, para a polí­cia o segurado apenas relatou que seu laptop havia sido perdido durante uma visita a parentes que residiam em outra cidade.

Pede-se prova da titularidade daquele bem. O segurado apresenta uma nota fiscal emitida pela iStore, bem como o seu extrato bancário para demonstrar que tal compra havia sido feita por meio de cartío de débito. Após a realizaçío de uma aprofundada investigaçío, descobriu-se que o extrato bancário fornecido pelo cliente não correspondia com os dados de sua conta. Os metadados revelaram alterações no conteúdo daquele documento.

Concomitantemente, o gerente da iStore informa í  seguradora que a mesma nota fiscal tinha sido objeto de inquiriçío por parte de outra seguradora e que os dados ali contidos pertenciam a um terceiro; o segurado liga para a seguradora pedindo o cancelamento do seu sinistro. Daí­, foi realizada uma comparaçío dos documentos comprovativos de propriedade com a outra seguradora, e verificou-se que os documentos vieram a ser digitalizados da mesma forma e que continham as mesmas marcações. Constatou-se ainda que o número de contato e o endereço de e-mail do cliente eram os mesmos, embora o endereço e o perfil fossem diferentes. Após receber e analisar todas essas informações, ficou confirmado que o caso se tratava de roubo de identidade e por causa disso, o cliente veio a detido por tal crime. 

Como você pode evitar fraudes em sinistros?

Os casos aqui apresentados, o fazem questionar como proteger clientes í­ntegros e como combater fraudes em sinistros. A resposta é tecnologia. A detecçío proativa de fraudes antes que os sinistros sejam pagos e a atualizaçío de análises são atualmente uma das principais prioridades de combate í  fraude em seguros. Muitas seguradoras se acostumaram a detectar fraudes em estágios não iniciais ou mesmo após o pagamento de sinistros. Atualmente, a análise em conjunto com as polí­ticas internas de combate í  fraude da seguradora, desempenha um papel importante na identificaçío de possí­veis fraudadores, bem como de falsos sinistros. Ademais, os dados contribuem na projeçío desses gatilhos de fraudes que são, por sua vez, coletados, reconhecidos e bifurcados para se poder identificar padrões comportamentais. Sem qualidade e quantidade de dados, torna-se uma tarefa quase impossí­vel criar esses gatilhos de fraude ou permitir uma análise adequada para melhorar ainda mais as regras que já foram criadas. A parceria com uma plataforma que permite o crescimento da informaçío é importante, bem como a avaliaçío mais rigorosa de pontos de dados úteis. Se você quiser saber mais sobre faça o download do nosso e-book denominado Relatório de Fraude de Seguros 2022.

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